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Sindinorte participa de reunião para cobrar melhorias nos serviços de telefonia e internet


A péssima qualidade dos serviços de telefonia fixa, móvel e de internet oferecidos pelas operadoras Oi e Vivo ao município de São José do Rio Claro foi discutida em uma reunião, na última semana, com a participação de membros da prefeitura, câmara municipal, Procon, Sindicato dos Produtores Rurais e Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Claro (Acerc) e Sindicato das Indústrias Madeireiras do Médio Norte do Estado de Mato Grosso (Sindinorte).

O presidente Sindinorte, Paulo Roberto Seelend relatou os prejuízos que a baixa qualidade nos serviços de comunicação gera ao setor, como por exemplo, a dificuldade de emissão de notas fiscais através dos sistemas online da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA). “Caminhões estão ficando de dois a três dias carregados com madeira esperando para poder emitir as notas e seguir viagem para São Paulo, por exemplo. Atualmente, só é possível emitir uma nota fiscal de uma carga via internet no sistema da Sema e Sefaz. Todos precisam estar interligados e nós temos um serviço de péssima qualidade. Os funcionários não conseguem desenvolver o trabalho e fazer o faturamento”, reclamou.

Segundo Seelend, a situação piorou nos últimos seis meses afetando o cotidiano de moradores, empresários e comerciantes que dependem de uma internet de qualidade para trabalhar. “Não estamos mais tendo condições de trabalhar, por isso nos unimos. Para cobrar melhorias. Pelas condições e o preço que pagamos não dá mais para suportar”.

As operadoras já foram informadas sobre os problemas e, embora tenham informada que enviariam técnicos para avaliação a situação, isso não aconteceu. “Estamos aguardando para fazer uma reunião com a diretoria da empresa em Cuiabá. Vamos levar uma equipe, juntamente com o Procon, para resolver isso”, revelou o empresário.

O presidente da Acerc, Paulo Alves Januário, ressaltou a importâncias as ações coletivas para a solução dos problemas. “Se a gente fica quieto ou cada um falando sozinho as operadoras não dão importância. Agora, quando tem um grupo que reclama é mais fácil conseguir alguma coisa”, reforçou.

Caso não acorra uma solução imediata, os setores produtivos avaliam entrar com uma ação no Ministério Público Estadual (MPE) contra as operadoras de telefonia e internet.


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