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Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentável


Teve início semana passada o processo de validação do Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentável de Mato Grosso (PDFS-MT), organizado pela STCP Engenharia e coordenado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso em parceria com a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme),sob coordenação do secretário Alan Zanatta, cujo resultado final será apresentado ao setor madeireiro no próximo dia 30, às 8h30 na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt).
A apresentação foi realizada na manhã da última quinta-feira (16.01), pelo consultor da STCP, Ivan Tomaselli. Na ocasião, foram demonstrados os dados do setor e uma prévia das ações e atividades que precisam ser implementadas para melhorar o negócio florestal no estado. Fazem parte do PDFS as florestas nativas e plantadas. O objetivo do estudo é organizar, ainda mais, o setor de base florestal para resgatar o mercado e aprimorar o sistema de produção.
Foram identificados durante as visitas às bases florestais as potencialidades e limitações para o desenvolvimento da atividade. Nelas, identificou-se que Mato Grosso possui 67% do solo plano, com 66% favorável a Silvicultura, uma área total de 19,8 milhões de ha de potencial de produção da floresta nativa, porém, ainda com limitações para sua progressão mediante o cenário negativo da logística deficiente, política tributária inversa ao desenvolvimento e falta de investimento por parte dos empresários que é o fator responsável pela baixa eficiência de operação das indústrias, o que leva o setor a perder no mercado internacional, segundo
apontou o levantamento da STCP.
O consultor também falou dos fatores que interferem no mercado e o papel do governo para a execução do PDFS. “O Programa tem uma série de fatores, que são separados em supra setorial, que são  macroeconômicos, dependem de políticas nacionais e internacionais, onde você tem menos capacidade de influenciar, já os fatores intrassetoriais união das cadeias produtivas e Interssetoriais (Estado e setor florestal) – são mais fáceis e o Governo do Estado junto com a iniciativa privada pode mudar esses fatores que impactam diretamente no clima de negócio” apontou Tomasseli.
O consultor reforçou que, durante a pesquisa, o grande problema florestal identificado foi qual o destino a dar às toras finas e resíduos. Nesses casos, é preciso
pensar em uma política de interação – uma coordenação intrassetorial, a exemplo do consumo da madeira para produção de energia no setor agropecuário, a estimativa de consumo efetivo são de oito milhões de toneladas/ano, sendo essa é uma oportunidade comercial que o setor florestal pode aproveitar.
O diretor executivo do Cipem, Álvaro Leite, destacou que a organização é fundamental para o futuro da atividade econômica. “A expectativa é grande, sabemos que Mato Grosso tem a vocação florestal e com organização que estamos buscando, com certeza o segmento vai crescer e, com isso, ajudar Mato Grosso a gerar renda e nos colocaremos melhor a nível nacional no que se refere à produção de madeira sustentável”, completou.
O técnico da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso (Sicme), José Juarez, falou da importância do PDFS para o crescimento da economia do estado. “A apresentação do diagnóstico, as potencialidades e as estratégias do PDFS, são de suma importância para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Mato Grosso, pois somente dessa forma poderemos dar fundamentação teórica para propormos ao Estado uma política pública do desenvolvimento florestal”, completou.
‘Mato Grosso tem grande potencial da floresta plantada e da nativa que sempre foi destaque estadual, independente de plantada ou nativa, estamos falando de um produto que é destaque no estado: a madeira. A união das duas atividades econômicas no PDFS é essencial para o sucesso do Programa. Já sofremos muito. E, cada um tentando resolver um problema que é comum a todos, o resultado é muito baixo. Então, trazendo esse esforço de união certamente atingiremos o resultado muito mais rápido’, avaliou o presidente da Arefloresta, Fausto Takizawa.
As informações serão apresentadas oficialmente durante o Seminário de Validação da Elaboração do PDFS, que acontecerá no próximo dia 30, entre às 8 e 12h, na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt).


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