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Problema na Sefaz-MT trava R$ 28 milhões em vendas de madeira em Mato Grosso


Desde a semana passada (23) os sistemas da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) estão com problemas, emitindo Notas Fiscais apenas em contingenciamento. A situação afeta todos os setores no estado, mas prejudica, gravemente, o setor florestal. O motivo é que a Nota Fiscal contingenciada não é aceita pelo sistema ambiental que emite a Guia Florestal, documento obrigatório para o transporte de produtos e subprodutos de origem florestal. Com isso, não é possível concretizar as vendas, provocando transtornos nas inúmeras indústrias madeireiras instaladas em todo o estado. Em várias delas, caminhões se acumulam nos pátios, esperando os documentos para o transporte das cargas, onerando ainda mais o custo empresarial, pois incide diárias de fretes cumulativas.

A estimativa do setor, feita a partir da média de vendas para o período, é de que cerca de R$ 28 milhões estejam contingenciados, esperando a solução do problema para concretizar as operações.

O problema se agrava quando muitos clientes decidem cancelar a compra por quebra de contratos devido ao atraso na entrega dos produtos. Além disso, vale registrar que estamos em um período com elevado custo empresarial devido ao pagamento de décimo terceiro salário e férias coletivas. Com isso, assim ficar sem faturar implica em comprometer o atendimento desses compromissos, sem contar que os impostos também deixam de ser recolhidos.

Sobre a questão, em nota, a Sefaz-MT, justificou que o problema foi gerado pela “finalização da implantação de um novo datacenter, para o qual, a das últimas etapas é a mudança dos equipamentos para um novo local”. A estimativa dada pela Sefaz-MT para a normalização dos sistemas fazendários, era no domingo, dia 25. No entanto, até o momento, os problemas persistem, sem solução.

O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem) tem mantido contato diário com os responsáveis técnicos da secretaria fazendária no intuito de cobrar o restabelecimento dos sistemas. O contato feito na manhã desta quinta-feira (29) obteve como resposta da Sefaz-MT, formalizado através de e-mail, que o “sistema fazendário está normal”. Contudo, na prática, o problema ainda persiste conforme relatos e prints de telas recebidos pelo Cipem de vários empresários do setor de todas as regiões do estado. “A situação é inaceitável, principalmente, porque os prejuízos causados não serão ressarcidos pelo Estado”, repudia o Cipem.

O setor florestal representa a 4º economia de Mato Grosso, presente em mais de 50 municípios, sendo responsável por 5,4% do PIB Estadual. Em 2017 o setor gerou R$ 2 bilhões resultante da comercialização, mais de R$ 22 milhões em arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e mais de R$ 47 milhões em arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).


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