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Mato Grosso discute normas técnicas para uso de resíduos da madeira na geração de combustível


Uma reivindicação antiga do setor de base florestal de Mato Grosso começou a ser encaminhada nesta quinta-feira (26), em Cuiabá, a partir de uma parceria com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), solicitada pela Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt). Foi instalada uma Comissão de Estudo de Combustível Derivado de Resíduos (ABNT/CE-177:003.001) para discutir e estabelecer normas e diretrizes para esse fim. Para dar andamento foi criado um Grupo de Trabalho que estudará e analisará, especificamente, a utilização dos resíduos de madeira. A coordenação do GT será exercida pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem) e a secretaria pela Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (Amef).

A iniciativa foi apresentada como um marco importante para o estado e, consequentemente para o país, pois trata-se da primeira Comissão ABNT fora do eixo Rio-São Paulo. “Mato Grosso pode se considerar pioneiro ao liderar uma Comissão ABNT. Estamos ansiosos para ver o resultado desse trabalho e ficaremos a disposição o tempo todo para auxiliar no que for preciso”, comentou o vice-presidente da entidade, Mario William Esper.

O especialista em política e indústria da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Mário Augusto de Campos Cardoso, reforça que a iniciativa contempla o previsto na política nacional de resíduos sólidos e que, paralelamente, contribui ainda na discussão da política nacional sobre mudanças climáticas, no que diz respeito a aumentar a participação das energias renováveis na matriz e na redução das emissões de gases do efeito estufa. “Apenas a soma de todos esses fatores já é justificativa suficiente para a discussão de uma proposta como essa. Mais ainda, se agregarmos o fato de propiciar uma fonte de renda, de negócio, extra ao produtor e ao industrial da madeira. Acredito que Mato Grosso tem a maturidade dos atores necessários para construir essa proposta e a CNI vai dar todo o apoio”, reforçou.

A Fiemt também empenhou sua atenção na condução dos trabalhos da Comissão. E o presidente, Jandir Milan, tem pressa nos resultados. “Queremos chegar a uma solução viável no prazo mais curto possível, para que o setor se beneficie, principalmente, em momentos de crise como esse que o país enfrenta, onde novas oportunidades são fundamentais”, disse.

Os resíduos madeireiros, principalmente o pó de serra, são fonte de preocupação constante do setor, pois precisam de destinação adequada e, nem sempre, as soluções existentes são viáveis logística e economicamente. “Esperamos construir uma proposta que tenha a garantia técnica necessária para que o setor possa dar a destinação adequada ao resíduo, com benefícios econômicos e ambientais”, apontou o presidente do Cipem, Rafael Mason.

A construção da proposta vai depender de esforços de múltiplos atores, principalmente, dos órgãos gestores e fiscalizadores que precisaram dirimir incongruências entre o que foi estabelecido tecnicamente e o que será necessário para sua aplicação prática. “A ABNT cria uma norma técnica de caráter voluntário e consensual. A aplicação dela depende de uma Norma Regulamentadora, estabelecida pelos órgãos públicos”, revelou o diretor técnico da entidade, Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone.

Em Mato Grosso, esse processo deverá envolver, diretamente, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), que durante o evento, esteve representada pelo Superintendente de Gestão Florestal, Luiz Felipe Leal Weissheimer, pela superintendente de Infraestrutura, Mineração e Indústria, Márcia Cleia Villela e pela Coordenadora de Reflorestamento, Tatiana Paula Marques de Arruda. “Nossa preocupação é com as questões legais que envolvem a utilização desse resíduo. Com certeza, para isso, precisaremos discutir as políticas governamentais para tornar isso possível”, avaliaram os representantes da Sema-MT.

O evento contou ainda com a participação de representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Ordem dos Advogados (OAB-MT), Associação dos Reflorestadores do Estado de Mato Grosso (Arefloresta), superintendência de Desenvolvimento Florestal da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), e Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, entre outros interessados no tema.

O próximo passo será a reunião do GT para a elaboração dos documentos-base para a construção da proposta, o que deverá ocorrer nos próximos dias, sob a orientação de documentos e diretrizes estabelecidas pela ABNT.

 


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