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Feira em São Paulo expande o mercado da madeira nativa de Mato Grosso


Durante quatro dias, mais de mil e quinhentas pessoas visitaram o estande do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), na Feira Internacional da Indústria de Móveis e Madeira (ForMóbile), realizada em São Paulo, nesta semana. O resultado surpreendeu em volume de negócios realizados. Os empresários do setor de base florestal, associados aos sindicatos que compõem o Cipem, puderam conversar diretamente com compradores de todo o Brasil, como é o caso de Johnny Robert Krieger, do município de Porto dos Gaúchos, que fabrica portas. “Esta é a melhor vitrine de negócios que podemos ter. E poder conversar, frente a frente, com os compradores, dá a credibilidade e a segurança que eles precisam para fechar negócios”, relatou.

Pelos espaços da feira também circularam estrangeiros em busca de fornecedores de madeira nativa, com as garantias que o mercado internacional exige. Victor Mendoza, da República Dominicana, chegou ao estande do Cipem já com um pedido determinado. “Estou aqui para comprar três containers e encontrar um fornecedor direto permite maior competitividade no mercado”, afirmou.

Ednei Blasius e Frank Rogieri, empresários do município de Alta Floresta, não pararam de atender ao público durante a feira, fornecendo detalhes sobre os produtos. “A procura foi muito grande. Saio dessa feira muito satisfeito com a quantidade de negócios feitos”, revelou Blasius. Para Rogieri, a oportunidade também foi de expandir mercados. “O melhor é que conseguindo mais interesse pela nossa madeira isso vai refletir para todos os empresários do estado, não só para quem esteve aqui”, pontuou.

A procura pela madeira nativa do estado é comprovada por representantes comerciais. “O mercado consumidor exige essa garantia”, aponta Thomás Dutra, de Minas Gerais. “Compramos madeira de Mato Grosso justamente pela segurança com relação a garantia da origem sustentável. Isso nos dá tranquilidade de não ter nenhum tipo de problema”, disse Helley Ribeiro, da Bahia.

Mato Grosso possui, atualmente, mais de 3 milhões de hectares de floresta com manejo sustentável. Em 2017 foram comercializados 3,5 milhões de metros cúbicos, totalizando uma receita de 241 milhões de reais. Desse total, cerca de 70% atendeu o mercado interno e 30% foi destinado à exportação. E a expectativa é de crescimento desse mercado, de acordo com o presidente do Cipem, Rafael Mason. “Temos visto um mercado em alta, com perspectiva de aumento das vendas externas, principalmente, em torno de 15% nos próximos cinco anos. Isso também favorece o mercado interno, que acaba valorizando mais o produto”, explicou.

O alto padrão de qualidade e o rigoroso processo de controle da origem da madeira nativa são apontados como fatores que garantem a continuidade da floresta em pé mesmo com o aumento dessa demanda. “O empresário do setor é o que está mais preocupado e dedicado a manter a floresta em pé porque disso depende o negócio dele. Se não tiver mais floresta, não tem mais negócio”, frisou Mason.

Um mercado que pode absorver esse crescimento é o setor da construção civil. Apostando nesse segmento foi promovida uma palestra com os arquitetos Roberto Lecomte e José Afonso Botura Portocarrero sobre as diversas possibilidades de uso da madeira nativa em substituição ao aço e concreto. “O concreto é um material com alto custo de produção e construção, enquanto a madeira economiza tempo e dinheiro em uma obra”, afirmou Lecomte. O aspecto da sustentabilidade do material foi destacado por Portocarrero. “O concreto é um material altamente poluente e que degrada o meio ambiente. A madeira, quando utilizada de fonte controlada, é o único material considerado renovável”, reforçou o arquiteto que também é professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O objetivo do Cipem é continuar realizando estudos que subsidiem o desenvolvimento do setor de base florestal ao mesmo tempo que promove a participação dos empresários em feiras segmentadas. A organização já prospecta a participação na Feira de Transformação, Beneficiamento, Preservação, Biomassa, Energia e Uso da Madeira (Lignum), que acontece ainda este ano, no Paraná, e na Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (FIMMA), que acontecerá em 2019 no Rio Grande do Sul.


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