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Dia Mundial da Arquitetura

O Dia Mundial da Arquitetura é comemorado no dia 1º de julho, cuja data foi escolhida para celebrar a fundação da UIA (União Internacional de Arquitetos), que aconteceu em 1º de julho de 1948. Apesar desta data ter sido instituída em 1995, o Dia Mundial da Arquitetura foi transferido posteriormente para outubro quando se celebra o Dia Mundial do Habitat. No entanto, para muitos, as homenagens continuam a ser prestadas também nessa data.

 

A arquitetura está presente no dia a dia da humanidade desde que os indivíduos começaram a aprimorar a sua moradia, buscando conforto e bem-estar, passando pelas primeiras civilizações até os tempos modernos, sendo considerada uma das profissões mais antigas que conhecemos.

 

A importância da função da arquitetura passa pela beleza, sustentabilidade, segurança, conforto, economia e acessibilidade, tudo em prol de sociedades mais organizadas e sustentáveis. Afinal os seres humanos nascem em hospitais, vivem em casas, estudam em escolas e universidades, trabalham em edifícios, frequentam restaurantes e museus, e todos esses espaços são obras de arquitetura.

 

Nos tempos atuais, de grandes avanços tecnológicos, novos desafios se impõem aos profissionais de arquitetura e envolvem desde a qualidade de vida das cidades em um mundo cada vez mais urbanizado, passando pela responsabilidade social frente à falta de acesso de populações mais carentes aos benefícios físicos e mentais que a arquitetura proporciona, até chegar às urgentes questões ambientais do planeta.

 

As questões ambientais com as quais lidamos atualmente estão diretamente relacionadas ao mundo mais urbanizado e com as desigualdades sociais decorrentes de um crescimento populacional não inclusivo. Nesse sentido, e o papel da arquitetura é cada vez mais vital para se tentar reverter esse panorama.

 

O arquiteto é o ator número um da grande engrenagem que é a indústria da construção civil, uma das mais importantes no cenário mundial e responsável por cerca de 35% das emissões de gases do efeito estufa, que impacta diretamente o clima do planeta.

 

Portanto, se na antiguidade a arquitetura foi responsável por produzir algumas das mais belas obras de arte feitas pelo homem, hoje ela é chamada a contribuir para colocar a sustentabilidade no topo das preocupações da sociedade. E ela está contribuindo de forma crescente, conforme se vê na busca de uso de tecnologias ambientalmente mais adequadas como energia solar nas edificações, reuso de águas, telhados verdes, tratamento de resíduos e estímulo ao uso de materiais construtivos renováveis, como por exemplo, a madeira.

 

Uma das grandes respostas da arquitetura ao tema atual das mudanças climáticas é a redescoberta da madeira como material estrutural e construtivo. Sendo um material fabricado pela natureza com luz solar, a madeira é um estoque natural de gases carbônicos e seu uso na construção civil permite manter esses gases longe da atmosfera por longos períodos.

 

Hoje as tecnologias construtivas permitem a construção de edifícios de até 24 andares em madeira, mas há espaço para crescer: mais e mais arquitetos ao redor do mundo estão desenvolvendo projetos com estruturas de madeira cada vez mais altos e imponentes. O International Code Council aprovou recentemente alterações que permitem altura máxima de 80 metros para construções em madeira.

 

O prefeito de Nova Iorque Bill de Blasio, fez duras críticas ao sistema construtivo típico dos arranha-céus americanos, “arranha-céus construídos em aço e vidro já não têm mais lugar em nossa cidade nem em nosso planeta”. Nessa mesma direção o Governo da França decretou que edifícios públicos deverão empregar 50% de madeira na sua construção a partir de 2022.

 

A sustentabilidade é a principal beneficiada pois sendo um material de origem vegetal, pode ser produzido indefinidamente através de manejo florestal sustentável e de plantios florestais, além de ser um depósito de gases do efeito estufa. Os números são impactantes: um m2 de área construída em um edifício com estrutura em aço responde pela emissão de 40 kg de CO2 e gasto energético de 143 KW/h; em concreto resulta em 27 kg de CO2 e 80 KW/h, enquanto que em madeira custa ao planeta 4 kg de CO2 e apenas 22 KW/h de energia.

 

Ou seja, para cada metro quadrado construído em madeira reduziríamos as emissões de CO2 em até um décimo se comparado aos sistemas tradicionais. Também as emissões de gases de efeito estufa durante o ciclo de vida de um edifício em madeira são 74% menores que de edifícios em aço e até 69% menores que os de concreto.

 

Nas palavras do prof. Alex de Rijke, diretor da Royal College of Arts – Londres, “Se o séc. XVII foi caracterizado por trabalhos com pedras, o XVIII com o refinamento da alvenaria, o XIX como o auge da estrutura metálica e o XX como a era do concreto, isso deixa o séc. XXI a um próximo sucessor. Minha aposta é a MADEIRA”.


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