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Dever cumprido! Mas há muito trabalho pela frente


Encerramos mais um ano desafiante, certo de que conseguimos cumprir nosso dever. No ano de 2013 acompanhamos os trabalhos e cobramos resultados dos órgãos estaduais, tanto ambiental quanto tributário, principalmente nas questões que tratavam das liberações das licenças ambientais para o desenvolvimento da atividade florestal. Na área tributária conquistamos a criação de um novo Grupo na Pauta da Madeira, denominado ‘Grupo Comercial 08’, diminuindo o custo da produção da madeira branca, incentivando o seu consumo. Conquistamos vários resultados, isso se deve, à confiança do próprio empresário no trabalho desenvolvido pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) e dos Sindicatos aos quais são associados. Agora, precisamos sair da fase de liberação de licenciamento para cuidar do mercado, pretendemos construir uma articulação entre setor produtivo e consumidor, com o objetivo de auxiliar o mercado, não só comercial, mas também questões de melhor governança e sustentabilidade.

O setor de base florestal nesses quase 60 anos de atividade tem contribuído para o desenvolvimento do Estado, mostrando que veio para agregar valor ao potencial florestal, pautado no princípio da sustentabilidade, com respeito pela vida, meio ambiente e comunidade onde atua.

Com o entendimento dos empresários que somente a união dos que já trabalhavam na legalidade poderiam perpetuar o setor, foi criado, há nove anos, o Cipem, fruto da união dos oito sindicatos de base florestal, com objetivo de dar transparência, organizar e fortalecer o segmento, incentivando o consumo consciente da madeira e seus subprodutos de forma sustentável, a partir desse momento o espírito de autofiscalizar estava contido naqueles empresários, que, desde então, trabalham para desmistificar a pecha de desmatador que ao longo do tempo foi se criando. Já evoluímos e começamos a mudar essa história, com relação ao entendimento da sociedade e o relacionamento com órgãos do governo federal e estadual.

A indústria florestal, mesmo cumprindo as leis ambientais, tributária e trabalhista, mais rígidas do Brasil, colocou Mato Grosso como grande produtor de madeira nativa, onde várias regiões do território mato-grossense, tiveram seu desenvolvimento impulsionado pela atividade florestal, que hoje ainda é a base econômica de aproximadamente 40 municípios e representa a quarta economia estadual. Bem como arrecadando de forma direta para os cofres públicos R$ 330,4 milhões em ICMS entre 2009 e 1012, no primeiro semestre de 2013 já foram arrecadados R$ 3,5 milhões em FETHAB e gerado mais de 100 mil empregos diretos e indiretos.

Precisamos continuar trabalhando em direção ao crescimento econômico, criamos o Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentável de Mato Grosso (PDFS-MT), uma parceria do Cipem com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria Comércio e Energia (Sicme), que irá nortear o caminho que precisamos traçar para ter um setor cada vez mais forte ampliando a qualidade, produtividade e competitividade. Com o PDFS poderemos traçar políticas estruturantes de desenvolvimento do negócio florestal para que a nossa madeira deixe de ser comercializado no primeiro estágio (madeira serrada) e, pelo menos a grande maioria saia do estado como produto acabado, gerando emprego, renda e tributos.

Mato Grosso tem vocação florestal, vamos continuar colhendo madeira e acreditamos sim, que é possível conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental. Seremos decisivos e responsáveis por contribuir com a renovação da floresta e o crescimento econômico do Estado de Mato Grosso e do Brasil.
* Geraldo Bento é presidente do Cipem


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