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Cipem e Corpo de Bombeiros discutem normas de segurança


O setor florestal se reuniu na manhã da última terça-feira (28.03) com o Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso para discutir a atualização das normas de segurança e combate a incêndio e pânico previstas na Lei Nº 10.402/2016. A agenda foi organizada pelo Deputado Estadual Dilmar Dal Bosco e aconteceu em seu gabinete, em Cuiabá.

De acordo com o deputado, o objetivo da reunião foi dialogar para, se possível, desburocratizar a rotina das empresas do setor neste quesito sem, é claro, abrir mão da segurança. “Eu acompanho a agonia do setor de base florestal. Sei que é um setor que enfrenta grandes dificuldades para manter sua atividade. É muito fiscalizado, muito visado e muito cobrado, mas não recebe retorno nem apoio e fica cada vez mais engessado. Essa iniciativa é uma contribuição para apoiar. Precisamos valorizar o setor de base florestal e criar condições para que ele possa trabalhar”, afirmou Dal Bosco.

Uma das principais reivindicações apresentadas pelo setor florestal é em relação à classificação do grau de risco das indústrias madeireiras. Atualmente, as empresas do setor são classificadas como de risco elevado, o que impõe aos empresários investimentos estruturais e altas taxas. O diretor do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Rafael Mason, defendeu que esta classificação não se justifica e que na realidade os locais onde as atividades são exercidas e os materiais utilizados apresentam baixo potencial de incêndio.

“Nosso ponto é que as indústrias do setor estão enquadradas na mesma categoria que as indústrias de outros segmentos. No entanto, é preciso reconhecer as especificidades do setor florestal. Os barracões utilizados são totalmente abertos e seguros, a maioria possui estrutura metálica, são projetados para amenizar o calor e os resíduos industriais são recolhidos de acordo com a lei. Além disso, não se usa solventes, verniz, produtos químicos e nem outros tipos de materiais inflamáveis, é só a madeira e a serra. É injusto cobrar de nossas empresas as mesmas taxas e adequações que as de risco elevado”, explicou o empresário.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso (Sindusmad), Sigfrid Kirsch, a atualização das normas é necessária para acompanhar o desenvolvimento do setor. “Nos últimos anos as empresas evoluíram muito, em todos os sentidos. Nos preocupamos com a segurança e tomamos todas as medidas necessárias, tanto que o setor não tem histórico de acidentes desse tipo. A legislação precisa acompanhar esse avanço e se modernizar também”, afirmou Kirsch.

Após discutirem as demandas do setor, o Comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Coronel Alessandro Borges, comprometeu-se em levar as reivindicações para análise técnica da Comissão Multidisciplinar específica que estuda e propõe mudanças nas normas. Além dos Bombeiros, a comissão conta com a participação de técnicos da UFMT, Conselho Regional de Engenharia (Crea), Conselho  de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e  Associação Mato-grossense de Engenheiros Eletricistas (AMEE).

“A gente entende as colocações feitas aqui. Nosso trabalho é zelar pela segurança e a proteção de vidas e do patrimônio, no entanto, queremos deixar claro que não é nossa intenção atrapalhar ou prejudicar o setor produtivo. Vamos analisar as propostas e, na medida do possível, resolver os gargalos. Queremos conciliar as necessidades dos setores com os procedimentos de segurança, com bom senso e baseados em questões técnicas”, concluiu o Comandante. A comissão voltará a se reunir no dia 26 de abril, quando apresentará um parecer sobre as reivindicações do setor florestal.


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