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Cipem destaca ações contra queimadas no II Seminário Estadual de Prevenção, Controle e Combate aos Incêndios Florestais -2016


Dar continuidade as ações desenvolvidas pelo Cipem – Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de madeira do Estado de Mato Grosso, na precaução aos incêndios florestais, foi um dos temas abordados pela instituição, no II Seminário Estadual de Prevenção, Controle e Combate aos Incêndios Florestais, ocorridos no último (05/04), no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Representando o Cipem; a advogada Alessandra Panizi, assessora Jurídica e a assessora de comunicação Oziane Rodrigues. Ambas destacaram a seriedade e a preocupação da entidade com a temática, reforçando que o importante é manter a floresta viva e não queimada.

“O Cipem trabalha com o manejo florestal sustentável, a floresta queimada não tem nenhum valor para a entidade. Por esta razão desenvolvemos ao longo dos anos, diversas ações que visam parar os incêndios florestais, entre elas; cartilhas educativas, Vts em veículos de comunicação e parcerias com divulgação nos polos críticos” explicou Panizi.

A palestra do Cipem, também enfatizou os malefícios que as queimadas ilegais podem trazer, não apenas para o meio ambiente, com a morte de animais e vegetação, mas para a sociedade em um contexto geral, resultando nas alterações do clima e doenças respiratórias. Além disso, os gráficos apresentados, apontaram para a possibilidade de ver o mundo entrar em “colapso até 2100”, devido as secas dos rios e perca de fertilidade dos solos, caso não haja de fato uma mudança significativa.

A advogada reforçou ainda, que a penalidade jurídica para o causador de queimadas sem a devida autorização se converte em multas que variam entre R$ 1000 por hectare á R$ 5000, conforme prevê o decreto nº 6514/2008 e a Lei 9605/2008.

Ao fim a instituição apresentou as projeções onde pretende dar continuidade as ações já implantadas. Dessa forma abriu diálogos para eventuais parcerias. “O objetivo é dar continuidade aos trabalhos. O Cipem compreende a gravidade que representa ter Mato Grosso citado no Ranking dos que mais queimam ilegalmente, a instituição propõe uma ação conjunta com os órgãos ligados de forma direta ou indiretamente, com esse risco eminente”, explicou a jornalista.

De acordo com o coordenador do evento tenente coronel Paulo Barroso, para que a prevenção aconteça é necessário à conscientização das instituições públicas e privadas, pecuaristas, agricultores e Ongs. “Em fim precisamos conscientizar a sociedade civil organizada”, alertou.

Conforme o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso Júlio César Rodrigues, um dos maiores gargalos das corporações é a falta de recursos financeiros para combater os focos de incêndios no Estado. “Para darmos uma resposta à altura da que a sociedade merece, precisamos de investimentos para preparar a corporação. Precisamos de equipamentos, viaturas, aeronaves, diárias, combustíveis, entre outros artefatos. Sendo assim, o caminho é a prevenção através da conscientização”, apontou.

Barroso destacou que 20% das áreas de conservação do Estado estão em situação de risco. “Esses dados nos causam preocupação”, disse.

O tenente coronel destacou, por exemplo, o Morro de Santo Antônio localizado na rodovia Palmiro Paes de Barros, que sofre corriqueiramente com focos de incêndio. Também foram lembrados o Parque Estadual de Serra Azul, em Barra do Garças, que perdeu 70% da vegetação incendiada no ano de 2014 e a gruta da Lagoa Azul, em Nobres, que em 2015 perdeu 30% da vegetação.

Planos de ação para 2016

O tenente coronel Barroso apresentou o Plano de Operações para Temporada de Incêndio Florestal 2016. Nesse plano, Barroso destaca a estruturação de alguns instrumentos estratégicos, dentre eles estão a participação efetiva das 18 corporações do Corpo de Bombeiros com apoio reforçado das prefeituras municipais na qual essas corporações estão instaladas.

Serão utilizadas ainda 14 brigadas municipais mistas. “Essas Brigadas serão estruturadas no bioma amazônico. Já iniciamos as visitas aos municípios em questão e já estamos apresentando as propostas. O gestor público aceitando a parceria, as brigadas serão estruturadas de imediato como base fixa”, explicou.

Outra estratégia será a criação de 10 bases decentralizadas que circularão nos municípios que não tiverem base fixa, ou seja, nas 18 que já têm unidade de Bombeiro Militar e nos 14 que terão brigadas mistas.

Grupos de aviação do Corpo de Bombeiros estarão disponíveis para combate aéreo, com duas aeronaves de combate a incêndio florestal de asa fixa e com um helicóptero com asa rotativa para atuar no período proibitivo do fogo, ou seja, na etapa de combate.

Também serão estruturados pontos de perícias de incêndio florestal. “A perícia iniciou em 2015, de forma sistemática. De lá para cá foram feitas oito perícias e esse ano a meta é de trinta”, salientou Barroso.

Na ocasião, outras 15 entidades de diversas áreas também apresentaram suas ações envolvendo a vigilância contra as queimadas. O Seminário começou no dia 05 terminou no dia 07 de abril. Finalizando com gerenciamento de informações e encaminhamentos por parte do Corpo de Bombeiros Militar de MT.


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