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Falta de manutenção de estradas e Eleições do FNBF são pautas da reunião ordinária CIPEM
A precariedade de várias estradas de Mato Grosso, prejudica o escoamento da produção de vários setores produtivos.
Por Assessoria de Imprensa

 

 

10 Reunião

 

 

Cuiabá (MT) – Realizada na sala dos Conselhos Temáticos da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso - FIEMT, em Cuiabá/MT, a décima reunião ordinária da diretoria do CIPEM 2016. Dentre as pautas, a falta de manutenção de estradas não pavimentadas, que está prejudicando, não só o setor florestal, bem como a maioria dos setores produtivos do estado. “São vários trechos em péssimas condições, com muitos buracos que danificam os caminhões e pontes quebradas, sem condições de trafegabilidade”, aponta Roberto Rios, presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso (Simno).

 

O presidente do Cipem, José Eduardo Pinto, questionou a aplicação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) pelas prefeituras, pois o Cipem acompanha os valores que cada município recebe mensalmente. Um dos problemas, apontados pelo diretor Rafael Mason, é que “os prefeitos afirmam não poder aplicar o recurso do Fethab para recuperar estradas federais”.

 

Para dar celeridade a questão, José Eduardo sugeriu que “essa questão das péssimas condições das estradas seja inserida na pauta da Fiemt, para que apoie o pleito junto ao governo do estado, para o ano de 2017”.

 

Eleições FNBF

 

Em 2017, ocorrerá eleições para a escolha da nova diretoria do Fórum de Atividades de Base Florestal (FNBF). Geraldo Bento, atual presidente do FNBF, avalia a possibilidade de permanecer na presidência do fórum e fechar chapa com Adelaide de Fátima, do setor de base florestal do estado do Acre.

 

Tendo em vista as enormes distâncias e os muitos deslocamentos que a presidência do FNBF exige, José Eduardo autorizou o Cipem a assegurar um recurso específico para o deslocamento aéreo entre Juína e Cuiabá para Geraldo Bento, caso permaneça para cumprir a intensa agenda pelo fórum.

 

 

Ordinária 2

 

 

 

A indústria florestal do futuro

 

Para o presidente do Cipem, o ano de 2016 foi desafiador, em que o setor florestal fez um trabalho excelente em várias frentes, como, por exemplo, o uso da madeira na construção civil, nossa atual bandeira. “Hoje, estamos focados em mostrar ao poder público e a sociedade em geral, a importância de incluir em editais de obras públicas a obrigatoriedade de um percentual de madeira, que é economicamente viável, além de gerar emprego e renda”, analisa José Eduardo.

 

Cada vez mais se torna imperativo se pensar em alternativas para colaborar com o clima do planeta. Na área da construção civil, são várias frentes que surgem como alternativa, o Senai-MT apresentou na Olimpíada do Conhecimento 2016, a Casa Popular Sustentável, feita a partir do algodão industrializado, pet triturado, cola e glitter. Todos os produtos são recicláveis e garantem, além de beleza no acabamento, conforto termoacústico.

 

O uso da madeira na construção civil é apontado como uma das formas de se combater o aquecimento global, pois é uma matéria-prima renovável, com um uso mais eficiente dos recursos viáveis, que resolve mais facilmente a questão dos resíduos tóxicos e que reduz a emissão do gás carbônico. E o estado de Mato Grosso possui um grande potencial, com uma indústria florestal forte e empreendedora com base no manejo de florestas nativas e com o compromisso de fortalecer o setor com responsabilidade, manter a floresta em pé e contribuir com o meio ambiente.

 

Diante dessa realidade, Sigfrid Kirsch, presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso (Sindusmad), sugeriu que “fosse solicitado ao Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), que utilize madeira na obra de reforma do prédio que estar por iniciar”.

 

Já o presidente do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso (Simenorte), Frank Rogieri, sugeriu que “se faça um trabalho com as sobras do manejo, que podem se tornar peças de alto valor agregado, visando o ramo de designer e decoração de ambiente. Trabalho que pode ser realizado em parceria com o Instituto WWF-Brasil, que já realiza ‘Feiras de Arquitetura’ envolvendo esses e outros profissionais com o compromisso de aproveitar as sobras e aparas de madeira manejada”.

 

Reforma Tributária

 

Os diretores do Cipem analisaram as propostas de reforma tributária 3.3 e 4.0, com o auxílio do consultor da Fiemt, José Lombardi. Três pontos impactam, diretamente, a indústria da madeira: cobrança do ICMS na aquisição da tora pelas empresas optantes pelo Simples Nacional, cobrança do ICMS no frete intermunicipal e a cobrança do ICMS na venda de madeira serrada ou in natura entre indústrias do mesmo (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) CNAE. A diretoria já tem um entendimento sobre a proposta, mas, vai esperar a redação da minuta final, para então, oficializar uma proposta de emenda.

 

 

Ordinária 1

 

 

 

Prorrogação do prazo para protocolo dos estudos de CRV

 

O diretor executivo do Cipem, Valdinei Bento, informou que foi realizada uma reunião em Brasília, no início de novembro, com a presença de representantes do setor produtivo da base florestal: Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Deputado Federal Alan Rick, Ministério do Meio Ambiente (MMA), Serviço Florestal Brasileiro (SFB), CONAMA e IBAMA.

 

Durante a reunião, foi discutida a possibilidade de os estados poderem deliberar em relação a prorrogação do prazo para protocolo dos estudos do Coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV), bem como, no que se refere a orientação dos procedimentos a serem adotados para realizar estudo por novos empreendimentos.

 

O assunto também é tratado pela Câmara Técnica Florestal (CTF), que acompanha de perto as discussões em Brasília.

 

Outros Assuntos – Também estavam na pauta da reunião: relato das discussões do Zoneamento Socioeconômico Ecológico; informes jurídicos; novos TR – Termos de Referência – SEMA; ao final foi feita uma retrospectiva apresentando as principais ações do Cipem em prol da coletividade em 2016, dentre outros assuntos.


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Fique de Olho

Atenção para os prazos de vencimento do CC-Sema e da L.O.

O Cipem alerta seus associados para os prazos do Sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais (CC-SEMA). A maioria dos cadastros vence no primeiro trimestres deste ano. Os processos de renovação do cadastro no CC-SEMA devem ser protocolados com 30 dias de antecedência na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema – MT). Já a renovação da Licença de Operação (LO) deve ser protocolada com 120 dias de antecedência. Reforçamos que a não realização das renovações no prazo determinado pode resultar no bloqueio das atividades. Em caso de dúvidas, procure o responsável técnico de sua empresa. Evite transtornos desnecessários! CIPEM-MT      

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