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1º Florestal Tech revitalizou o setor de madeira nativa de Mato Grosso


Centenas de pessoas participaram das atividades do 1º Florestal Tech, evento de negócios florestais realizado entre os dias 18 e 20 de outubro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Estudantes, pesquisadores, arquitetos, engenheiros e empresários, debateram as novas tecnologias de uso da madeira na construção civil e firmaram parcerias para o desenvolvimento do setor florestal.

De acordo com a organização do evento, cerca de 800 pessoas visitaram o espaço da Mostra de Arquitetura da Madeira para o Século XXI e a Exposição de Produtos da Madeira Nativa. Os painéis sobre as tecnologias Wood Frame, realizado no dia 19 de outubro pela manhã, e Madeira Laminada Colada, que ocorreu a tarde, também atraíram grande e variado público. Fernando Bolsoni, um dos palestrantes do evento, avaliou o Florestal tech como um “primeiro passo fundamental”.

Espaço da Exposição e da Feria no Florestal Tech. Foto: Dizão Leão/Cipem.

De acordo com o representante da Bolsoni Construtora, especialista em construções sustentáveis, a conexão direta com o empresário foi o mais importante. “A gente conseguiu neste evento apresentar para eles [os empresários] outras perspectivas, conhecimentos sobre novos produtos e métodos construtivos para expandirem seus negócios. A madeira é a matéria-prima do futuro e nós, empresários do setor florestal e construtores, precisamos disso para fazer o negócio acontecer”, afirmou Bolsoni.

Já o empresário Diones Marcos, da Madeireira Gramados, Norte de Mato Grosso, expôs bistrôs, mesas e cadeiras produzidas através do aproveitamento madeiras e comercializadas em todo o país destacou a participação dos sindicatos madeireiros unidos e grande variedade de produtos presente nas exposições.

Fernando Bolsoni (Bolsoni Construtora), Ricardo Russo (WWF) e Roberto Lecomte (CasaCerta). Foto: Mel Mendes/Cipem.

Segundo ele, o evento mostrou todo o potencial do produto mato-grossense e deixaram os empresários motivados: “Foram atividades e informações que nos surpreenderam sobre a capacidade de alcance da madeira nativa”, apontou.

Roberto Lecomte, Arquiteto e palestrante do evento chamou atenção para as inúmeras possibilidades de agregação de valor ao produto madeireiro. “Os empresários estão cada vez mais interessados nisso, e acredito que daqui poderão surgir parcerias e desdobramentos interessantíssimos para isso”, avaliou Lecomte.

Negócios e parcerias

O representante da Orit Pisos de Madeira, de São Paulo, Ricieri Rui, que participou, entre outras coisas, das rodadas de negócios realizadas durante o Florestal Tech, afirmou que o evento foi “acima das expectativas”. Segundo ele, o Florestal Tech trouxe “ótimas perspectivas de duradouras parcerias”.

“Vi um grupo organizado, forte e unido em várias esferas, como produção, fornecimento, articulação com o governo, com organizações não governamentais, e outro parceiros importantes, com propostas de futuro e posicionamentos muito importantes para o desenvolvimento do setor no estado e no pais” comentou.

A Orit dialogou com vários empresários associados ao Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) e conheceu melhor os produtos mato-grossenses: “O potencial é imenso, para novos e também para antigos ramos e negócios em constante transformação. Parabéns a todos os envolvidos!”, concluiu Ricieri.

Além dos negócios, o Florestal Tech gerou parcerias em inovação. O painel de encaminhamento dos debates aconteceu na manhã do dia 20 de outubro, último dia do evento. Nele, os participantes discutiram as ideias levantadas durante os painéis do dia anterior e firmaram parcerias para o desenvolvimento do setor.

Marcelo Aflalo proferiu a palestra sobre arquitetura da madeira para o séc. XXI. Foto: Mel Mendes/CIpem

Um destaque foi a parceria firmada entre o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Médio Norte no Estado de Mato Grosso (Sindinorte) e proprietário da empresa Madfreitas, de Nova Maringá, Claudinei Freitas e um grupo de arquitetos que estavam presentes nos debates que irão desenvolver um projeto de casa popular de baixo custo e alta eficiência utilizando madeira curta doada pelo empresário.

A ideia surgiu durante a palestra do Prof. Marcelo Aflalo, curador da Mostra de Arquitetura da Madeira, realizada no dia 19 de outubro. O objetivo é que este projeto seja um piloto, um modelo, para mostrar as vantagens e a viabilidade da construção em madeira, bem como dar um destino ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável para os pequenos pedaços de madeira que, hoje em dia, sobram nas indústrias.

Outro desdobramento do evento, surgido a partir de provocações de professores e pesquisadores da área da arquitetura que participavam das discussões, é o estímulo da integração entre o setor florestal e as instituições de ensino e pesquisa no estado. A intenção é que a partir desta aproximação os sistemas construtivos em madeira e suas vantagens, bem como o incentivo ao uso da madeira nativa, sejam inseridos na grade curricular dos cursos e que pesquisas neste segmento sejam desenvolvidas em Mato Grosso.

Um primeiro passo já foi dado nesse sentido, por meio de uma parceria firmada durante o painel Madeira Laminada Colada entre o Cipem e o Prof. Dr. Carlito Calil Junior, palestrante do evento e presidente do Instituto Brasileiro da Madeira e das Estruturas de Madeira. Serão enviadas amostras de 14 tipos de madeiras nativas de baixa densidade, conhecidas como madeiras brancas, para testes de laminação no Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira (LaMEM) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), sob coordenação do Dr. Calil.

Dr. Carlito Calil Junior falando sobre a Madeira Laminada Colada. Foto: Mel Mendes/Cipem.

Os testes revelarão quais tipos de madeira são mais adequadas para uso nas construções laminadas e o tratamento que cada uma deve ser receber para garantir a qualidade da construção. “Os resultados desta parceria vão inaugurar um novo momento para a madeira nativa de Mato Grosso, com novas possibilidades de negócios e mais subsídios científicos para trabalharmos o beneficiamento e a agregação de valor aos nossos produtos”, explicou o presidente do Cipem, Rafael Mason.

Ele afirmou ainda que os objetivos do evento foram alcançados e a tendência é que o próximo seja ainda maior e melhor. “Valorizamos os nossos produtos, os empresários associados e conseguimos trazer novos olhares sobre o setor de base florestal. Incentivando o investimento em inovação e dialogando com este público, buscamos novos nichos de mercado e mostramos mais uma vez a qualidade da madeira nativa de Mato Grosso”, avaliou Mason.

Rafael também destacou a oportunidade de pautar o manejo florestal e discutir com a sociedade como um todo a importância desta atividade para a preservação ambiental. “No Florestal tech vimos empresários do setor, ambientalistas, representantes dos órgãos ambientais e etc. todos juntos debatendo o futuro do setor e, mais do que isso, unidos na missão de mostrar que quem faz manejo não é o vilão do desmatamento, mas sim aliado das florestas. Quanto mais a gente conseguir levar essa visão para a sociedade, mais estaremos caminhando para um futuro realmente sustentável”, concluiu o presidente do Cipem.

O vice-presidente da Federação das Indústrias, José Eduardo Pinto, e o presidente do Cipem, Rafael Mason. Foto: Mel Mendes/Cipem.

Evento do bem

Além de movimentar o setor de base florestal, o 1º Florestal Tech também promoveu a solidariedade. Os alimentos arrecadados no credenciamento do evento foram doados para famílias carentes atendidas pelo grupo Obras Sociais Rafael Verlangieri do bairro Jardim Renascer, em Cuiabá. Foram arrecadados mais de 180 quilos de alimentos não perecíveis, além de seis litros de leite, que beneficiaram 22 famílias.

 

 


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